O que é a Carteira
A Carteira é a lista das empresas que você quer vigiar pelo CNPJ: os seus clientes, os seus fornecedores, os seus leads e os seus concorrentes. Para cada uma, o Monitor consulta fontes públicas oficiais e mostra, na mesma linha:
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as sanções no CEIS e no CNEP (Portal da Transparência, da CGU);
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a dívida ativa da União e do FGTS, como a PGFN publica;
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as compras públicas que a empresa venceu nos últimos 12 meses (Compras.gov), com o preço por unidade no detalhe.
A Carteira não manda alerta nem e-mail: o que é novo aparece nesta tela, com o selo “nova” ou “novo”.
O item Carteira fica no rodapé do menu lateral, junto de Configurar canais, e aparece para quem pode editar os canais. Com o menu recolhido, ele não aparece: abra o menu. O ícone de interrogação ao lado do título abre as dicas da tela, que também abrem sozinhas na primeira visita.
As quatro listas
No alto da tela há quatro botões: Clientes, Fornecedores, Leads e Concorrentes, cada um com quantas empresas tem. Clientes, fornecedores e leads você importa na própria Carteira. Os concorrentes são os mesmos de Configurar canais: na aba deles você só informa o CNPJ de cada um.
A mesma empresa pode estar em mais de uma lista. Para o teto da conta, ela conta uma vez só. O texto do alto diz quantas empresas a carteira tem e quantas cabem.
Só entram empresas, pelo CNPJ, inclusive o CNPJ novo com letras. CPF é recusado, e o relatório diz o motivo: a carteira é só de empresas (CNPJ). Se a linha tiver um CNPJ e um CPF, só o CNPJ entra: o CPF não é guardado.
Concorrentes: os mesmos de Configurar canais
A aba Concorrentes mostra, uma linha por empresa, os concorrentes que você cadastrou em Configurar canais, com o produto, quantos canais e quantas pessoas acompanhadas cada um tem. É o mesmo cadastro: não há uma segunda lista para manter.
Para vigiar um concorrente pelo CNPJ, digite o CNPJ na linha dele e clique em Gravar. A partir daí ele recebe as mesmas consultas dos clientes: sanções, dívida ativa e compras públicas.
Se o concorrente é estrangeiro e não tem CNPJ no Brasil, clique em Estrangeira, sem CNPJ no Brasil. As três consultas passam a dizer “não se aplica”. Desfazer volta atrás.
Para trocar um CNPJ errado, clique em Trocar. O CNPJ antigo deixa de ser vigiado como concorrente.
Concorrente novo se cadastra em Configurar canais. Lá, o card de cada concorrente mostra o CNPJ informado aqui, ou o atalho informar CNPJ na Carteira.
As pessoas acompanhadas (perfis do LinkedIn) não viram linha da Carteira: aparecem como contagem na empresa delas. A Carteira não trata pessoa física.
Se um CNPJ continua vigiado como concorrente mas a empresa saiu de Configurar canais, ele aparece em Fora de Configurar canais, com as consultas e o botão Tirar. Cadastre a empresa de novo em Configurar canais, com o mesmo nome, e informe o CNPJ na linha dela, ou tire o CNPJ da Carteira.
Como importar
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Escolha a lista (Clientes, Fornecedores ou Leads). Concorrentes não se importam: veja a seção acima.
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Na caixa Importar (o título muda com a lista, por exemplo “Importar clientes”), cole um CNPJ por linha, com ou sem o nome ao lado (separado por ponto e vírgula, vírgula ou tabulação), ou escolha o arquivo .csv ou .txt da sua planilha (até 2 MB). O Monitor não lê .xlsx: na planilha, salve como CSV.
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Clique no botão Importar.
Cada importação aceita até 5.000 linhas preenchidas. Uma lista maior é recusada inteira, com o aviso na tela: divida o arquivo em partes.
O relatório aparece logo abaixo e fecha a conta da lista inteira: quantas linhas foram lidas, quantas empresas entraram, quantas já estavam, quantas se repetiam no próprio texto e quantas foram recusadas, com o número da linha e o motivo. Se a primeira linha for o cabeçalho, o relatório avisa e não a conta como recusada. Se houver mais de 200 linhas recusadas, o relatório mostra as 200 primeiras e conta as outras: corrija as de cima e importe de novo. Se a carteira chegar ao teto, o relatório diz quantas ficaram de fora e dá exemplos. Nenhuma linha some sem explicação.
Se o Excel cortou um ou dois zeros à esquerda do CNPJ, o Monitor completa e avisa no relatório. Se o CNPJ começa com três zeros ou mais, o número cortado não é reconhecido e a linha é recusada. O mesmo acontece quando o Excel escreve o número em notação científica (como 3,3E+13). Nesses casos, formate a coluna do CNPJ como texto na planilha e exporte de novo.
Quando há linha recusada, ou empresa que ficou de fora pelo teto, o texto fica na caixa para você corrigir e importar de novo; as que já entraram voltam como “já estavam”.
Se a lista vier sem o nome, a coluna Nome mostra “sem nome”, a não ser que a empresa tenha sanção (aí aparece a razão social que o Portal da Transparência informa). Para pôr ou corrigir o nome, importe de novo com o nome ao lado: o relatório diz quantos nomes foram atualizados.
Uma empresa que acabou de entrar pode aparecer como “ainda não consultada” (sanções e compras públicas) e “ainda não varrida” (dívida ativa) até a primeira consulta, que o Monitor faz sozinho. Em uma lista pequena, isso leva alguns minutos. Em uma lista com milhares de empresas, as primeiras consultas são feitas aos poucos e podem levar horas.
Os números do topo
Cada lista abre com quatro números. Em Clientes, Fornecedores e Leads: quantas empresas a lista tem, quantas têm ocorrência (sanção ou dívida ativa em cobrança), a soma da dívida ativa em cobrança e a soma do que venderam ao governo nos últimos 12 meses. Em Concorrentes: quantos são, quantos ainda esperam o CNPJ, quantos têm ocorrência e quantos são estrangeiros. Clique em Com ocorrência ou em Falta o CNPJ para filtrar a lista por eles.
O que cada coluna mostra
Sanções
A coluna diz se a empresa consta no CEIS (empresas inidôneas e suspensas) ou no CNEP (empresas punidas), e quantas sanções há em cada cadastro. O nome do cadastro é um link para a página dele no Portal da Transparência, onde dá para procurar a empresa e ver cada sanção. Se não consta, a tela diz “nada consta no CEIS nem no CNEP”. A consulta é feita uma vez por semana, e a data dela aparece logo abaixo do resultado, em “consultada em”.
Dívida ativa
A PGFN publica a base inteira da dívida ativa a cada trimestre, e com atraso: a edição do 2.º trimestre de 2026, por exemplo, saiu em 23/07/2026. Por isso a tela diz de qual edição é o retrato: ao lado do “nada consta” (a data da publicação aparece ao passar o mouse) e, quando há inscrições, no detalhe que abre com um clique.
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nada consta: a empresa não aparece na edição indicada.
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inscrições em cobrança, com o valor somado: é o número principal, o que estava em cobrança na edição indicada.
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nenhuma em cobrança: todas as inscrições da empresa estão garantidas, suspensas, negociadas ou com benefício fiscal.
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garantidas, suspensas, negociadas ou com benefício fiscal: aparecem à parte, em letra menor, e não entram no valor em cobrança. A diferença pode ser grande: parte do valor inscrito pode estar garantida, suspensa, negociada ou com benefício fiscal.
Clique no resumo para abrir o detalhe: a edição, quantas inscrições estão na Justiça (ajuizadas) e as maiores, primeiro as em cobrança, com o valor, o tipo de receita, a data da inscrição e a situação.
Só entra dívida de empresa (CNPJ). A dívida ativa vem da base pública da PGFN, e não de consulta a birô de crédito nem de score.
Compras públicas
O que a empresa venceu em compras públicas nos últimos 12 meses:
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itens vencidos: os resultados das licitações (o que foi homologado para ela), com o valor somado;
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itens em atas de registro de preço: contados à parte e sem somar ao valor, porque o total de uma ata é o teto registrado, e não o que o órgão de fato comprou.
Quando a consulta não acha nada, a coluna diz “nenhum item vencido em 12 meses”.
Clique no resumo para ver os 5 itens mais recentes, cada um com o que a fonte trouxer:
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a descrição do item;
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o preço por unidade que venceu e a quantidade;
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o órgão: no resultado de licitação, o órgão que comprou; na ata de registro de preço, o órgão que gerencia a ata;
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se veio do resultado de uma licitação (com a data do resultado) ou de uma ata de registro de preço (com a data de início da vigência);
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o link PNCP, que abre a compra no Portal Nacional de Contratações Públicas.
É assim que se responde “qual é o preço do meu concorrente em licitações?”: informe o CNPJ dele na aba Concorrentes e abra a coluna. A busca é pelo CNPJ exato: o que uma filial vendeu não aparece no CNPJ da matriz, então cadastre também o CNPJ de cada filial que interessa.
Um item pode aparecer como “item sem descrição na fonte” quando o Compras.gov não devolveu a descrição dele. O Monitor pede de novo nas consultas seguintes, e, enquanto a descrição não chega, o órgão aparece pelo número do CNPJ dele. Um item que o órgão cancelou sai da conta na consulta seguinte. Para empresas que vendem muito ao governo, a tela pode avisar “a fonte tem mais: contamos os primeiros 5.000 de cada tipo”; nessas empresas, o selo “novo” não aparece nas compras públicas. A consulta é feita uma vez por semana.
O selo “nova” e “novo”
O selo aparece no que surgiu depois de a empresa entrar na sua carteira e depois da primeira consulta dela. O que já existia quando você importou a empresa não recebe o selo: uma empresa que deve há anos não é novidade.
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Na sanção, o selo fica 7 dias.
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No item de compra pública, 7 dias.
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Na inscrição em dívida ativa, 120 dias, porque a base é trimestral.
Consultar agora
O botão Consultar agora consulta na hora as sanções de até 10 empresas da conta, das quatro listas, começando pelas nunca consultadas e pelas consultadas há mais tempo. Só entram as que não foram consultadas na última hora. No mesmo clique, ele põe as compras públicas de até 5 empresas para consultar. As compras levam alguns minutos: a tela avisa, e é só recarregar depois.
O botão pode ser usado 3 vezes por hora, e o limite vale para a conta inteira, somando todos os usuários dela. Fora isso, as consultas seguem sozinhas, uma vez por semana.
A dívida ativa não entra no botão: a base da PGFN é lida inteira, e o Monitor a lê depois que a empresa entra na carteira (em até algumas horas) e a cada edição nova.
Filtrar e tirar empresas
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Procurar: filtra a lista aberta pelo nome ou pelo CNPJ.
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Só com ocorrência: mostra só as empresas com sanção ou com dívida ativa em cobrança.
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Só sem CNPJ (em Concorrentes): mostra os concorrentes que ainda esperam o CNPJ.
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Produto (em Concorrentes): mostra os concorrentes de um produto.
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Tirar: no fim da linha, tira a empresa da lista aberta depois de confirmar. Se a mesma empresa estiver em outra lista (por exemplo, em Clientes e em Fornecedores), ela continua vigiada pela outra lista, e o aviso diz qual. Uma empresa que saiu pode ser importada de novo depois.
Quando uma fonte não responde
Se o Portal da Transparência ou o Compras.gov não responderem na última rodada, um aviso aparece acima da tabela, e os dados mostrados são os da última consulta que deu certo. O Monitor tenta de novo sozinho, na rodada seguinte.
Se a fonte recusar a consulta de uma empresa específica, a linha dela mostra “a tentativa de DD/MM/AAAA falhou”, em cor de alerta, e continua mostrando o último resultado que deu certo. Nas sanções, se nenhuma consulta deu certo, a coluna diz “a fonte não aceitou este CNPJ”. Essa empresa é consultada de novo uma semana depois, ou antes, pelo Consultar agora.
Para a dívida ativa não há aviso: se a PGFN não responder, a coluna continua com a última edição lida, e o Monitor tenta de novo a cada hora.
Limites que é bom saber
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Para CNPJ com letras, a coluna de compras públicas avisa que o Compras.gov ainda não pesquisa esse formato, e essa consulta não é feita.
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Os contratos não aparecem: a base aberta do Compras.gov só busca contrato pelo órgão, e não pelo fornecedor. Aqui entram o resultado por item e as atas de registro de preço.
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A dívida ativa é o retrato da edição trimestral da PGFN, e não o saldo do dia.
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A PGFN inscreve a dívida no CNPJ de quem deve: uma filial pode aparecer com “nada consta” quando a dívida está no CNPJ da matriz. Para vigiar o grupo, cadastre a matriz também.
Última revisão: 05/10/2026.